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Pontos Turísticos

Publicado: Terça, 18 de Novembro de 2014, 11h48
Ponte da Concórdia

Consta no Diário do Congresso Nacional, datado de agosto de 1914, o primeiro registro sobre a futura construção de uma ponte internacional ligando Quaraí a São Eugênio.
Engenheiro e economista, o quaraiense Oscar da Cunha Corrêa, quando deputado federal, apresentou ao Presidente Wenceslau Brás um projeto de "Reorganização Monetária e Financeira", sugerindo entre outros itens a construção de uma Ponte Internacional, que ligasse Quaraí à capital do Departamento de Artigas e, desta forma a dívida do país vizinho com o Brasil ficava solucionada.
         O plano SALTE, do Presidente General Eurico Gaspar Dutra, eleito em 1945, adotara, entre outras medidas, a livre importação de bens manufaturados. Dutra vem a Quaraí lançar a pedra fundamental para a construção da Ponte Internacional em 1949. O encontro dos presidentes, Dutra e Luiz Batlle Ordôniz, aconteceu no meio do rio Quaraí, numa passarela improvisada sobre barcos de borracha e com remos.
        Em julho de 1966 as autoridades reunidas em Montevidéu deliberaram sobre o projeto da construção da Ponte Internacional sobre o rio Quaraí. Em setembro de 1966, o Ministro Juarez Távora visita Quaraí para confirmar a futura construção da Ponte Internacional da Concórdia.
        Em 3 de abril de 1968, com a presença dos Presidente da República do Brasil, Artur Costa e Silva, do Presidente da República do Uruguai, Jorge Pacheco Areco, do prefeito de Quaraí, Heraclides Santa Helena e do prefeito de Artigas, Atílio Fernandiz, entre outras autoridades, foi inaugurada a Ponte Internacional da Concórdia, que tem 750m de extensão em curva, 12m de largura com trânsito em duas vias e mais passeios laterais de 1,90m em cada lado. O engenheiro responsável foi o quaraiense Oswaldo Lucho e a firma construtora a Sotagem Benites.
         Após 54 anos de lutas, na semana em que Quaraí festejava os seus 93 anos de emancipação, a Ponte Internacional da Concórdia veio a fortalecer ainda mais uma união já existente entre dois países.

Cerro do Jarau
 

Jarau “Fogo da Noite” na língua chaná, falada pelos índios Guenoas e Jaros. É o local que identifica nosso município, figura no Brasão e Bandeira, alusivo a Lenda da Salamanca do Jarau.
            Indo pelo RS-47 a 20 Km do centro urbano de Quaraí, entra-se à esquerda, estância Teiniaguá e indo à direção oeste, próximo a foz do arrio Garupa no rio Quaraí.
São mais de onze cerros, formato levemente circular, agrupados em 3 ou 4. altitude máxima de 308 m, por muito tempo considerado o ponto culminante de Quaraí. O cerro da furna fica nos últimos de quem vem pela estrada. Existem dois tipos predominantes de pedras. Nas rochas areníticas são bem visíveis as dobraduras.
          As atrações são a furna, a sanga das tintas e as samambaias. Olhos d’agua que formam filetes e depois córregos, pedras tunas, capões nativo, caracterizam toda a área. A vegetação nativa corre junto á água que é abundante. Os “olhos d’agua” formam filetes e depois córregos, em muitos existem peixinhos. Toda a área da Jarau é um vasto lenços de água que aflora facilmente. A “Ubira” planta nativa e já em extinção existe no Jarau. Esta planta os índios utilizavam para fazer corda, dada a sua resistência. Ela se desenvolve perto da água ou locais úmidos. As samambaias são de cinco espécies diferentes. Os urubus fazem seus ninhos na parte alta dos últimos cerros, onde existe a furna dos urubus.  As tunas estão desaparecendo, era o tipo de vegetação que caracterizava a área referente ao Jarau. O “coquinho do mato” também tem presença, mas de forma isolada, parece que nasceram dos caroços defecados pelos pássaros.Os capões nativos são formados por aroeira, curticeira, sina-sina, comboatá e algumas figueiras do mato.  Existe uma cerca de pedra, trabalho indígena, que corre no topo dos cerros da frente, perto da antena retransmissora de TV.
A Ubira só se desenvolve na sombra do mato e terreno úmido, encontramos dois pés, junto a pequenos poços de água e fora do mato. O Cerro da Furna tem um cheiro desagradável, causado pelo excremento dos morcegos, que ali se mostram em plena luz do dia. O cerro mais alto fica a direita do cerro da furna, de quem sai das casas em direção ao cerro. E fica a esquerdas para quem se desloca junto à boca da furna. Na serrania o solo é pedregoso, com várias e pequenas pedras soltas.

Lenda da Salamanca do Jarau

Quando caiu o último reduto árabe na Espanha, alguns mouros, falsamente convertidos em novos cristãos, buscaram moradas na América. Ligados à alquimia, trouxeram com eles sua princesa e o desejo de aqui ”alçar de novo a Meia-Lua sobre a estrela de Belém”.
Conta à lenda que:
        Anhangá-pitã, diabo vermelho dos índios, transformou a princesa moura em Teiniaguá, isto é, lagartixa. Diferente das demais por ter engastada na cabeça uma pedra preciosa, que cintilava como brasa e da cor do rubi.
Na hora da sesta, na redução de São Tomé, o sacristão encontrou a Teiniaguá junto de lagos. Aprisionou-a numa guampa. Levou-a para seu quarto, “na casa grande dos santos padres”. Guardou-a numa canastra. Agora o Santão sabia que poderia ser o homem mais rico do mundo. Alimentava-a com mel de lixiguana. A Teiniaguá, “rosa dos tesouros escondidos dentro da casca do mundo”, transformava-se em mulher, “de corpo rijo e não tocado”. Estava escrito... “serás o meu par ... quando quebrado o encantamento, do sangue de nós ambos nascer uma nova gente ... se a cruz do teu rosário não se esconjurar...”. Mesmo assim, o Santão amava a Teiniaguá, até que a mistura do mel com o vinho do Santo Sacrifício o embebedou. Descoberto, é condenado a morrer no garrote. O sino já dobrava finados quando a lagoa deu um ronco, rasgou-se até encontrar o reio Uruguai. O povo assustado retornou à cidade, que seria abatida por sete pragas, enquanto o Santão chegava até a barranca do rio junto com a Teiniaguá iniciava seu fadário. Desceram na correnteza do Uruguai e por duzentos anos ficaram no Jarau, que foi o “paiol das riquezas de todas as Salamancas de outros lugares”.
Quem irá quebrar o encantamento é Blau Nunes, gaúcho pobre, “que só tinha de seu cavalo gordo, o facão afiado e as estradas reais”.
         Campeando o Boi Barroso, Blau chega à furna do Jarau. Sabia sobre a lenda, que sua avó charrua contava. Encontrou e saudou em nome de Deus “o vulto de face tristonha e mui branca”. Entrou na furna, passou pelas sete provas com “alma forte, coração sereno”. Chegou até a Teiniaguá encantada. Rejeitou-as sete escolhas oferecidas. Queria mais, muito mais. “Eu te queria a ti, porque tu és tudo”. Voltou a boca da furna e memorou que: “tenho tido oferta de muito não lograria nada por querer tudo”. Recebeu, do vulto de face branca e tristonha, uma onça de ouro, furada pelo condão mágico. O tempo passava e Blau cada vez mais rico e sozinho, “charrasqueava solito, e solito mateava”. Deu para sismar. Voltou ao cerro do Jarau e em nome de Deus saudou o vulto, devolvendo a moeda. Preferiu “a pobreza dantes à riqueza desta onça, que não se acaba, é verdade, mas que parece amaldiçoada, porque nunca tem parelha e separa o dono dos outros donos de onça... Fica-te com Deus”. Pela terceira vez o nome do Senhor é pronunciado e assim quebra-se o encantamento.
          O Jarau ficou transparente e Blau viu as labaredas devorando “os brigões, os esqueletos, os anões, as lindas moças, a boicininga”. “A velha carquincha transformou-se em Teiniaguá... e a Teiniaguá na princesa moura... a moura numa tapuia formosa... o Sacristão, por sua vez, num guasca desempenhado”. “Aquele par, juntado e tangindo pelo destino, foi descendo a pendente do coxilhão, ater a várzea limpa, plana e verde...”

           Blau Nunes deu de rédea e despacito foi baixando a encosta do cerro, com o coração aliviado... era pobre como dantes, porém que comeria em paz o seu churrasco... e em paz seu chimarrão, em paz a sua sesta, em paz a sua vida”.
Complementação:
Salamanca do Jarau é a lenda registrada por João Simões Lopes e publicada pela primeira vez no ano de 1913. Simões Lopes escreveu a lenda utilizando 33 páginas. Os números 1,3 e 7 são as constantes desta obra. O autor era maçon e desta forma colocava o Princípio, a Perfeição e o Infinito dentro da lenda.
Quanto ao local, tomando como referência as três personagens, o Santão conta a Blau que encontrou a teiniaguá em São Tomé. Esta redução foi fundada pelos Jesuítas no ano de 1624, cuja soma dos números é igual a 13. Quanto aos duzentos anos de encantamento no Jarau, que é a serrania composta por onze cerros, coincide com os 200 anos em que os jesuítas viveram neste pampa e formaram os trinta povos.
A palavra Jarau na língua chaná, que era falada pelos índios Jaros, Guenoas, Charruas e Minuanos, que nesta terra viveram e depois adotaram o Guarani na época missioneira, significava “fogo da noite”. Na realidade da única furna existente no Jarau é expelido fogo em períodos de tempo ainda não registrados de forma precisa para um estudo ainda mais sério, mas facilmente comprovado. A explicação mais primária é a presença de gases incandescentes. O Jarau é uma serrania com resquícios de vulcanismo.
A região do Jarau é planície e a área correspondente ao local denominado Garupa está a 70 metros acima do nível do mar. A localização do Jarau é a oeste do município de Quarai, na direção de quem vai para Uruguaiana. Neste município o rio Quarai encontra sua foz despejando suas águas no rio Uruguai, que serve de limite com o província de Santa Fé na Argentina.
Salamanca, cidade da Espanha, reduto dos mouros estudiosos da Alquimia, é circundada de cerros. A palavra Salamanca na América toma o significado de furna. Diz a tradição que o sol quebra os encantamentos e atrapalha a magia. Pois bem, o Jarau fica para o lado que o sol se põe. No Jarau é o ocaso do sol, talvez este seja mais um motivo para que Simões Lopes coloque ai o cerne da lenda da Teiniaguá, palavra que significa lagartixa.
Salamanca do Jarau é a lenda que Simões Lopes acrescentou detalhes, que a tornaram superior a de Daniel Granada, por ser mais rica como fonte de interpretações, místicas no uso dos números e símbolos empregados.

Butiazal

Saindo da área desértica do Areal, na direção norte, estrada de chão, anda-se 6 Km até atingir o arroio Quatepe, passando este são mais 2 Km até chegar ao Butiazal.
Denomina-se Butiazal a área limitada pelos arroios Quatepe e Salsal, e que possui aproximadamente 25 Km de extensão, onde vivem pequenos produtores rurais. No Butiazal as propriedades tem em média 2 a 3 hectares de extensão, também registra-se nessa área a existência de “sítios”, cuja extensão não ultrapassa a 1 hectare.
O maior estabelecimento dessa área denomina-se Salamanca, tem aproximadamente 5 quadras e meia de sesmarias. Está situado num local privilegiado do Butiazal, circundado pelas elevações cobertas de mato nativo e na planície fica a gramínea.
         Na direção leste, saindo da casa sede do estabelecimento Salamanca, numa caminhada de 45 minutos, penetra-se num mato nativo. Aí se fazem presente a Anacauita, Ararueira, Branquilho, Camboatá, Canela Preta, Canela Amarela, Corticeira, Coronilha, Curupi, Guabijú, Mamica de Cadela, Molho, Pitanga, Talla e Unha de Gato, que vivem num solo úmido graças a presença de um sangradouro, cujas nascentes estão num morro ao sul e correm entre pedras cobertas de musgos. Este mato nativo abrange mais de 12 hectares e conta, também, com laranjeiras e bergamoteiras, ali nascidas a um tempo não superior a dez anos. Saindo do mato encontra-se uma faixa lisa e plana de campo com 500 m de comprimento por 10 m de largura, onde uma grande pedra levemente arredondada destaca-se o local. A ação corrosiva começa a desprender a cama superior da referida pedra, o que comprova que ela está ali a muitos e muitos séculos. Lenda e mistério envolvem o aparecimento dos butiás, que nesta área atingem 15 Km em linha reta.
Dá-se o nome de butiá a várias espécies de palmeiras. Nesta área constatamos a Cocos jatahy que é dotada de drupas comestíveis, de amêndoas oleaginosas, de folhas que prestam a trabalhos trançados e de frutos cuja polpa fornece álcool potável pela fermentação; o butiá-açu ou Cocos pulposa dotada de flores em espádice e frutos drupáceos alaranjados e comestíveis; e o butiá-verdadeiro ou Cocos eriospatha de frutos drupáceos com o qual se pode fazer bebida vinosa. Os butiás estão esparramados pelas encostas das elevações e os mais antigos, de tronco liso, portanto com mais de 150 anos de existência, aliam-se em linha reta no topo das elevações, sendo perfeitamente visíveis desde o arroio Quatepe. O primitivo nome deste o arroio era Caatepe e significa valor ou preço da erva.O butiá é planta exótica nesta região, mas aqui proliferou de forma exuberante, antes de ser esta área ocupada pela criação. No momento presente, vive-se o perigo da extinção destas palmeiras, pois as sementes e as mudas novas são comidas pelo gado. O mistério do butiazal consiste em saber quem e porque veio a ser plantado nesta área?
Diz a lenda que os “homens de preto” no caso tratava-se dos jesuítas, plantaram estas palmeiras para assinalar o local. Dizem os antigos que foram os “birivas”, homens que viam da Serra trazendo erva-mate e fumo e em troca levavam daqui mulas e gado.Outra via de acesso ao Butizal é pela estrada que leva ao Passo da Guarda. Saindo da cidade de Quarai, após o trevo são 20 Km na direção norte e dobra-se à direito a, passando pelo Pólo Educacional Sepé-Tiarajú são mais 15 Km na estrada do Salsal.
 
Saladeiro
 
 
As ruínas do Saladeiro são o que restou de um passado de trabalho e projeção econômica de Quaraí, baseado no charque que era, na época, a principal fonte de renda da economia do Estado. As ruínas do Saladeiro são o que restou de um passado de trabalho e projeção econômica de Quaraí, baseado no charque que era, na época, a principal fonte de renda da economia do Estado. sendo a maior charqueada do Estado, o produto era exportado para diversos países, tendo ao longo do tempo ganhado lendas e estórias.Localizado na Vila do Saladeiro, as ruínas formam um parque com locais para lazer e pista de motovelocidade.
o. sendo a maior charqueada do Estado, o produto era exportado para diversos países, tendo ao longo do tempo ganhado lendas e estórias.Localizado na Vila do Saladeiro, as ruínas formam um parque com locais para lazer e pista de motovelocidade.
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